Válvulas Criogénicas

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O funcionamento de uma válvula de controlo e “shut-off” torna-se muito exigente ao ‘lidar’ com temperaturas próximas do zero absoluto. A válvula criogénica é um dos poucos elementos que ligam a tubagem “gelada”, com o gás líquido, ao ambiente e à temperatura “normal”. Isto pode resultar numa diferença de até 300ºC entre o tubo e o ambiente envolvente. Esta diferença de temperatura gera um fluxo de calor entre a área quente e a fria, o que reduz a eficiência do sistema.

Neste sentido, as válvulas são elementos essenciais para o manuseio, a gestão de stocks e o transporte de gases criogénicos, de forma a que possam ser utilizados pela indústria de petróleo e gás e entregues aos clientes finais. A válvula deve ser capaz de suportar diferenças de temperatura e deve também ser adaptada ao tipo de gás líquido que vai bombear. O ponto de liquidificação de diferentes gases é igualmente diferente, o que significa que uma válvula para transporte e transferência de oxigénio líquido poderá

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ser diferente de uma válvula para hidrogénio líquido, ou para Gás Natural Liquefeito (GNL).

No mercado internacional, é possível encontrar válvulas criogénicas de diversos modelos. Uma empresa de referência como a Herose disponibiliza válvulas motorizadas, de esfera, de bola, de cunha, reguladores de pressão criogénicos, etc. A Herose fornece também filtros especialmente adaptados para este tipo de válvulas.

Em Portugal, a Qualimpor dedica-se à importação de válvulas criogénicas e outros equipamentos similares. Sediada em Cascais, a empresa traz para o nosso país as válvulas criogénicas de cunha e de globo da Bestobell. Por outro lado, já existe know-how nacional em termos de fabrico destes equipamentos, nomeadamente de válvulas criogénicas para hélio líquido. A empresa Velan integrou um consórcio ao qual foi adjudicado o fabrico e entrega de 440 válvulas deste género por parte do CERN, o Organização Europeia de Pesquisa Nuclear.