Uso e Armazenamento de Combustíveis Criogénicos

The MUSE instrument is one of the most recent additions to the instrument complement of the VLT. It has 24 detectors, each of which needs its own continuous flow cooling systems. Such innovative systems were first developed at ESO for the cooling of instruments and detectors for the Very Large Telescope (VLT). The technology has been used intensively during the last decade and has now been licensed through a technology transfer agreement.

Combustíveis criogénicos são gases que, em condições normais, são condensados através da exposição a temperaturas muito baixas, de forma a transformarem-se em combustível líquido. Este é o resultado da aplicação prática da investigação em criogenia e do desenvolvimento de técnicas criogénicas. O uso de combustíveis criogénicos (a partir de gases como o nitrogénio, hidrogénio, etc.) tem-se tornado preferencial na exploração do espaço exterior.

Após décadas de utilização e experimentação de técnicas de utilização desta tecnologia, a NASA está a desenvolver o projeto “Cryogenic Propellant Storage and Transfer” (CPST), que tentará demonstrar as verdadeiras capacidades em termos de armazenamento, transporte e medição de combustíveis criogénicos, permitindo aos veículos espaciais do futuro levar consigo largas quantidades de combustível nas suas viagens.

Vantagens do combustível criogénico

O combustível criogénico permite um maior impulso, ou melhor, uma maior capacidade de aceleração do que os combustíveis tradicionais para a mesma quantidade de massa. Ou seja, para a mesma quantidade de combustível, um veículo espacial pode chegar mais longe, o que significa fazer viagens mais longas com o mesmo peso, ou o mesmo espaço de carga. Adicionalmente, permite também maior força de aceleração, essencial para ultrapassar a gravidade da terra.

A NASA está a planear viagens espaciais mais longas do que no passado, nomeadamente viajar para a Lua com maior facilidade, até Marte ou até determinados asteróides. Neste sentido, é fundamental contar com tecnologias de alta performance, superiores às que permitiram, até agora, lançar satélites ou chegar à Lua. Os resultados do projeto CPST permitirão aferir a capacidade de construir sistemas de propulsão criogénicos com capacidades inimagináveis nos dias de hoje.

The MUSE instrument is one of the most recent additions to the instrument complement of the VLT. It has 24 detectors, each of which needs its own continuous flow cooling systems. Such innovative systems were first developed at ESO for the cooling of instruments and detectors for the Very Large Telescope (VLT). The technology has been used intensively during the last decade and has now been licensed through a technology transfer agreement.

Adicionalmente, o projeto prevê que estes sistemas venham a ser mais simples de construir e de manter, eliminando a necessidade de arquiteturas complexas. Espera-se que as imagens de lançamentos de vaivéns espaciais em que os dispositivos de combustível são bem maiores que a nave e vão sendo abandonados à medida que o vaivém se aproxima do espaço exterior, se venham a transformar numa recordação de um passado obsoleto, graças à tecnologia criogénica.