Tecnologia Criogénica ao Serviço do CERN

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A tecnologia criogénica está a ser utilizada também como suporte à investigação científica mais avançada, no campo da Física, por parte da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN). Este instituto, sediado na Suíça, tornou-se mediaticamente reconhecido desde a sua inclusão nos best-sellers de Dan Brown, como “Anjos e Demónios”, publicado em 2003.

O CERN tem como uma das suas principais missões o estudo da aceleração de partículas, nomeadamente através da colisão de protões a velocidades próximas da velocidade da luz. Conta para tal com uma infraestrutura única no mundo: o Grande Colisor de Hadrões, que consiste num túnel circular, situado a cerca de 175 metros de profundidade, com 8,6 quilómetros de diâmetro e um perímetro de 27 quilómetros. Para investigar os efeitos causados pela aceleração de partículas, são usados detetores de movimento, que devem ser capazes de suportar ambientes de radiação extremamente elevada.

A forma de combater o aumento de temperatura causado pela radiação foi a utilização de tecnologia criogénica, criando detectores capazes de estabilizar a sua própria temperatura criando um fluxo de material criogénico. Em suma, para combater o extremo calor, o CERN serve-se do extremo frio proporcionado pela tecnologia criogénica.

O CERN é uma das instituições mais reconhecidas e reputadas em termos científicos da atualidade, não só pelo seu trabalho em física experimental (no qual se destaca a investigação no campo da aceleração de partículas, da pesquisa do chamado ‘Bosão de Higgs’ e de eventuais provas sobre o que ocorreu durante o Big Bang) mas também pelos seus imensos contributos em várias outras áreas científicas e tecnológicas. Foi no CERN que nasceu a moderna World Wide Web, através de uma equipa liderada por Tim Berners-Lee, no início dos anos 90. Nos dias de hoje, o CERN assume o papel que foi em tempos de Albert Einstein, ao qual Charlie Chaplin, de acordo com um mito urbano, terá dito: “o mundo aplaude-me porque todos me entendem, e aplaude-o a si porque ninguém o entende”, num tributo ao seu mérito científico.