Informações Sobre Criogenia

A criogenia é o ramo da ciência que estuda e realiza condições de temperatura muito baixas, desde os 100º Celsius negativos até ao zero absoluto, a temperatura mais baixa que um material pode alcançar, que é de -273,15º Celsius. A palavra deriva do grego “cryos”, “frio”, e “génesis”, que significa “geração”, “criação”.

Mais concretamente, a criogenia refere-se às condições em que é possível que os chamados gases permanentes, como o oxigénio, o hidrogénio, o hélio ou o nitrogénio, possam liquidificar, isto é, passar do estado gasoso ao estado líquido. Durante sdownloadéculos, pensou-se que tal não seria possível, mas à medida que se descobriu que a temperatura de um material é dada pela velocidade com que se movimentam os átomos e as moléculas que o constituem, surgiu a teoria segundo a qual se a temperatura de um material descesse a níveis muitos baixos, o movimento das moléculas seria totalmente suspenso, atingindo dessa forma o zero absoluto. O físico inglês William Thomson, 1º barão de Kelvin, foi o primeiro a sugerir esta teoria, em 1848. Contudo, já em 1845 o também inglês Michael Faraday já havia conseguido liquefazer a maior parte dos gases permanentes então conhecidos.

Existem 4 técnicas para gerar condições criogénicas: a condução de calor, o arrefecimento evaporativo, o efeito Joule-Thomson (dito “arrefecimento por expansão rápida”) e a desmagnetização adiabática, sendo este último o tecnicamente mais complexo e também o que permite alcançar temperaturas mais baixas.

A criogenia tem imensas aplicações práticas na atualidade. Uma delas é o transporte de gás natural em navios, sob a forma de Gás Natural Liquefeito (GNL), em estado líquido. Nos nossos dias, a criogenia preenche o imaginário das pessoas com a possibilidade de ser uma ferramenta para alcançar a imortalidade, através de um eventual “congelamento” do corpo humano até um futuro distante em que seja possível reconstruir ou rejuvenescer as células. A aplicação do termo “criogenia” a este cenário, que é ainda de ficção científica, é incorreta, pois o termo aplica-se a materiais; “criónica” será a palavra mais acertada.