Criónica e Nanotecnologia: Poderemos Realmente Viver Para Sempre?

Nanobots

Como é sabido, a criogenia é associada, de forma corrente, à possibilidade de imortalidade, através da eventual criopreservação do corpo humano até uma data incerta, algures no futuro. Este ramo da criogenia é designado cientificamente como “criónica.” A ciência diz-nos que será possível “congelar” um corpo até a uma data posterior, mas não há pistas sobre como prolongar a vida depois do processo de “reanimação”, ou seja, de retirada do corpo do estado criogénico. Tal operação não seria possível, no momento atual.

Contudo, a combinação da criónica com a nanotecnologia pode vir a alterar este cenário.

Nanotecnologia e nanobots

A nanotecnologia é a ciência que estuda e desenvolve técnicas de manipulação da matéria numa escala infinitamente (ou quase) pequena, ao nível de moléculas e átomos. Se o Homem podia até agora observar e estudar átomos e moléculas, no futuro poderá vir a construir equipamentos desse tamanho. EnquantoNanobots unidade de medição, um nanómetro corresponde a um milionésimo de um milímetro, ou seja, uma unidade um milhão de vezes mais pequena que um milímetro.

A biomedicina, a produção de semicondutores e a construção de materiais nanocompósitos são algumas das áreas que estão a receber os primeiros impactos nesta área.

Espera-se que a construção de robots de um tamanho “nano” venha a revolucionar a área da saúde; um nanobot poderia, por exemplo, procurar e destruir, uma a uma, as células constituintes de um cancro.

Serão os nanobots um passo para a imortalidade?

A criopreservação suspende todas as reações bioquímicas das células e dos tecidos humanos, impedindo a sua degradação. Um corpo que seja imediatamente criopreservado após a morte poderia, desta forma, aguardar até que a tecnologia dos nanobots se desenvolva ao ponto de conseguir, num futuro mais ou menos distante, reanimar o corpo de forma a “corrigir” o problema e inverter o processo de morte. No momento atual, este é mais um cenário de especulação do que de certeza, mas será certamente um tema de debate para o futuro, tal como a clonagem e a investigação de células estaminais o são no presente.