Congelação Mecânica vs Congelação Criogénica

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A indústria alimentar, à semelhança de outras e conforme temos debatido neste site, integra tecnologias criogénicas nas suas atividades, nomeadamente enquanto parte integrante da cadeia de frio. Dada a necessidade de congelar os alimentos de modo a prolongar as suas qualidades alimentares por longos períodos de tempo, a criogenia tornou-se uma alternativa óbvia, cujas vantagens variam consoante o contexto.

Em todo o caso, a utilização de métodos criogénicos de conservação dos alimentos não veio substituir nem tornar obsoleta a tradicional refrigeração mecânica, isto é, com recursos a arcas frigoríficas. Vejamos as principais diferenças entre os dois métodos e as suas vantagens e desvantagens.

Congelamento criogénico

Este método consiste em submergir ou pulverizar os alimentos com dióxido de carbono líquido ou nitrogénio líquido. O produto é congelado quase instantaneamente, quando o refrigerante se perde na atmosfera, pois evapora rapidamente em contacto com a temperatura ambiente. Os materiais de refrigeração criogénica exigem um menor investimento inicial, mas implicam maiores custos para o produtor no longo prazo, dado que exigem grandes quantidades de material refrigerante de forma continuada. O congelamento criogénico é mais utilizado para produtos congelados individualmente, como asas de galinha, ervilhas e outros casos em que seja importante conservar itens de forma individual. É um método também mais vantajosos quando o espaço de armazenamento é limitado e/ou se pretende fazer chegar um produto ao mercado rapidamente.

Congelamento mecânico

Este é o método habitual, envolvendo um ciclo de refrigeração normal com produtos como amónia ou dióxido de carbono. Os sistemas de refrigeração mecânica implicam um maior investimento inicial, pois exigem grandes infraestruturas de suporte, mas são geralmente mais económicos a longo prazo. Este método é mais utilizado em produções em grande escala.

A escolha de produtores e distribuidores envolvidos na indústria alimentar irá variar em função do tipo de alimento, da duração e extensão da cadeia de frio e também dos objectivos da estratégia de distribuição. Uma combinação destes dois métodos, personalizada de acordo com as necessidades da empresa, poderá ser a melhor opção.